From Greece (IV) – no love at first sight….

  
   On a first sight, Santorini is pure disappointment. The thin streets of Fira stink with the excrement of the donkeys used for touristic purposes – and I despise the concept, by itself. The architecture is mantained, but the ground stores are an unsurprising sequence of touristic handcraft, convenience stores, restaurants and street food. Here we find the first McDonald’s. There are many agencies offering daily tours around the island, volcano walks, diving equipment. The rent-a-car or rent-a-scooter are more common than the oriental stores at Almirante Reis; it seems to be a popular way to get around the island. Tempting as it may seem, the country where we see helmets hanging on the handlebars demands motorcycle license even for 50 cc, so we go for the public bus.

The hotel is just a few hundred meters from the village center. Each room is actually a small typical house, with a small window near the ceiling that at dawn grows to a golden stained glass appearance (something I just notice after a coffee, when I get to see something there besides the evilness waking me up). From the other window we can see the swimming pool. It’s a neat quiet place, which seems to have few rooms and, hence, not many guests. 

I shake the inertia with a quick shower, getting ready to wander around Fira at night. Unsurprisingly, the peaceful celebration the Greek songs offer now and then is now cutted with German alcoholic screams, which makes me return to the hotel terrace soon.

That’s where I stay for hours, listening to music and thinking….

***

À primeira vista Santorini é uma desilusão no mais puro sentido da palavra. Em Fira as ruas estreitas tresandam a excremento dos burros usados para passeios turísticos – e o conceito, só por sim dá-me arrepios. A arquitectura está preservada mas as lojas no rés do chão alternam sem surpresa entre produtos turísticos e de conveniência e restaurantes ou bancas de street food. É aqui que vemos o 1o McDonald’s. Há também imensas agências a oferecer tours diárias pela ilha, passeios ao vulcão, equipamento de mergulho. Os rent a car e rent a scooter são tão numerosos como os mercados orientais da Almirante Reis; aparentemente é uma forma popular de conhecer a ilha. Por muito tentadora que seja a ideia, o país em que chegamos a ver capacetes pendurados no guiador de motas em andamento exige carta de mota mesmo para uma 50cc, pelo que decidimos optar pelo autocarro público. 
O hotel fica a poucas centenas de metros de centro. Cada quarto é na realidade uma pequena casa típica, com uma janela mínima perto do tecto que de manhã parece um pequeno vitral dourado pelo sol (apreciação feita só depois de tomar café, quando deixou de ser a força do mal que me despertou). A outra janela dá para a pequena piscina. É arranjado, calmo, parece ter poucos quartos e, consequentemente, poucos hóspedes. 
Sacudo a inércia e vou tomar um duche, para depois percorrer sozinha as ruas de Fira em versão nocturna. Sem surpresa, a festividade tranquila da música grega que se ouve um pouco por toda a parte é aqui entrecortada por gritos etanólicos de alemães que me fazem trocar precocemente a esplanada de streetfood pelo terraço do quarto de hotel. 
É ali que fico, debaixo das estrelas, a ouvir música e a pensar. 

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